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corpo-mente-ambiente


Para concebermos e então habitarmos outras realidades possíveis temos que estar de acordo com outras propostas de corpo, mente e ambiente, que passam a ser aspectos de uma unidade que é complexa, não passível de ser fragmentada e não estática.
Esse corpo-mente que é uno, em que um não se sobrepõe ao outro, se porta no mundo de uma maneira bem mais integrada, e de modo a intensificar essa conexão. Explorar esse corpo-mente, colocá-lo em ação, problematizar sua existência e o como reage às questões que recaem sobre ele, quanto mais o experienciamos em contato com o meio, mais rica é a própria experiência de estarmos vivos. 
Esquematizar formas de estimular esse corpo-mente passa por se ater e muitas vezes propor mudanças ao meio onde se vive, e a casa é o ambiente primordial para onde esses esforços podem se voltar pois é o local em que passamos grande parte do tempo e onde se situam nossos pertences, que nos representam, falam sobre quem somos.
Quando esse contexto conversa conosco, quando a comunicação é estabelecida, isso nos estimula cognitivamente por que isso desencadeia um outro nível de relacionamento entre o sujeito e o objeto que borra essa dicotomia, a ponto de não sabermos mais “quem fala do que”, ou seja, existe uma reciprocidade a nível comunicacional. Nós também representamos aquela realidade material vinculada a nós.
Os fenômenos provenientes da comunicação corpo-mente + ambiente é o que nos possibilita constatar o quanto que a cognição se dá situada, contextualizada, e extravasando assim os limites do cérebro, e é justamente isso que intensifica nossa experiência de mundo, a elevando para graus cada vez mais altos se estimulada.
Estímulos no meio, estímulos no corpo, a ênfase não importa, e tanto melhor se ocorrer em ambas as situações. O como estamos no mundo, ou como o autor Mark Johnson propõe, o “have a world”, o “ter um mundo”, nossa experiência própria e autentica de estar no mundo, como agentes ativos da construção desse mundo, isso determina muita coisa. Não só recriarmos nosso meio, ambiente, deixando-o melhor para nele estarmos e nos sentirmos contemplados, mas nos recriarmos, corpo-mente, para podermos atuar melhor no contexto em que nos inserimos. A probabilidade de obtermos satisfação proveniente de uma sensação de pertencimento e contentamento aumenta, evidentemente.