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Foi sim.


Foi lindo. 
Foi cansativo.
Foi comovente. 
Foi dolorido. 
Foi libertador. 
Foi inesquecível. 
Foi decisivo.
2018 eu me vi efetivamente outra. Diziam que eu havia mudado, eu sentia que sim. Mas eu, esse ano, me vi nova. Me percebi não só diferente, mas surpreendente. Em lugares, contextos, posições, proposições distintas das quais estava habituada. E eu gostei de com quem me deparei.
Fiz outra cirurgia na mama, escrevi livro, lancei livro, dancei em cima de prédio, fui campanha publicitária, brinquei de modelo (inclusive de lingerie), concebi linha de lingerie que foi comercializada. Dei meu testemunho por muitos lugares por onde passei, com entrega, respeito e amor. Foi divertido. Foi um exercício de superação também, em muitos aspectos. Valeu demais. Eu testei vários dos meus limites esse ano, alguns aliás percebi que eram só fantasmas, os superei. Acho que avancei.
Mas também fui filha, irmã, amiga, empresária, designer, bailarina, fui crush, fui só mais uma na multidão, a gente é tanta coisa, né?!! Tento ser a melhor que posso em cada um desses papéis, mas hoje me cobro bem menos no sentido de se estou correspondendo às expectativas. Meu compromisso é comigo, atualmente, em primeiro lugar. Essa lição a vida veio ensinando, acho que a compreendi. Não é egoísmo, é comprometimento mesmo.
Ficou bastante coisa pra trás. Foi bom. Foi melhor assim. Afinal nem dá pra dar conta de tudo mesmo, e nem precisa. A vida ajusta, que incrível isso! Eu tô contente com o saldo do que foi 2018.
Sei do tanto que ainda tem pra aprimorar, mas isso não vai me distrair daquilo que eu já reconheço que conquistei, e eu mereço usufruir da satisfação de ter conquistado algo. Nem que só mais um ano por aqui, viva, que eu amo viver e viver não é algo tão dado assim não, mores, a vida pode escapar pelos seus dedos, de repente. Agradeço pelo despertar, hoje é outro o sentido.
Foi cada mensagem de amor que eu recebi esse ano, às vezes de quem eu jamais esperaria. Emociona! Eu quero ano que vem continuar me disponibilizando a ser instrumento para desencadear reflexões e consequentes conexões e relações mais verdadeiras. Por que foi um privilégio. 


Foto @renanviana