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04/02/2020

Dia 4 de fevereiro, dia mundial do câncer.


Dia 4 de fevereiro é o dia mundial do câncer, uma data que foi criada há 20 anos com o intuito de propor à toda sociedade discussões e conteúdos relativos à doença, como prevenção, tratamento, acesso, avanços, bem estar de pacientes oncológicos, etc.

O câncer é considerado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) uma epidemia global, pois milhões de pessoas morrem anualmente no mundo dessa doença que é, na realidade, o nome genérico para muitas doenças que envolvem neoplasia celular (cada tipo de câncer tem suas particularidades). Esse número aumenta a cada ano, e por isso essa discussão é pertinente a todos. Por que todos somos pacientes em potencial, na medida em que vivemos num planeta doente, e o mais trágico, um planeta que adoeceu por irresponsabilidade nossa, humana.
Você sabia que cerca de 80% a 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas? Justamente devido ao estilo de vida que adotamos e que se sustenta baseado na exploração inconsequente dos recursos naturais tal como fazemos. O preço dessa conduta é alto, custa nossas vidas. Estamos morrendo, ou levando nossas vidas buscando amenizar os efeitos das tantas enfermidades que são reflexo do desequilíbrio.
O mais triste é que você pode, e deve, buscar levar um estilo de vida saudável no intuito de evitar ou diminuir as chances de desenvolver um câncer, mas isso não garante que você esteja imune, justamente por viver nesse planeta adoecido. Uma mudança de paradigmas e atitude por parte de toda humanidade é urgente, se é que ainda temos tempo.
Mas hoje li que doença não é sinônimo de morte, assim como saúde não é sinônimo de vida. Muita gente convive com cânceres metastáticos que não têm cura e aproveita mais intensamente seus dias do que outros que aparentemente não tem nenhuma doença diagnosticada mas estão completamente anestesiados, levando uma vida medíocre. Então se você ou alguém que ama tem a doença, se sinta esperançoso, por que dá para repensar o que é ser paciente e, isso posto, quais as melhores escolhas. Eu gosto de falar em nome e para aqueles que passam por isso, direta ou indiretamente, por que daí não são palavras vagas, suposições, hipóteses.
Estamos falando de pessoas reais que precisam de cuidados efetivos e precisam de alguma maneira encarar as consequências impostas pela existência dessa doença, por que sentem as consequências concretas literalmente na pele. Ações como a criação dessa data e o que ela evoca são fundamentais, por que nós queremos sobreviver, e viver uma vida digna, assim como vocês.